Custa-me escrever este artigo. É difícil começar a escrever sobre algo como o Acantonamento, onde tanta coisa se passa, tanto há para contar e principalmente custa porque tenho a consciência que por mais que escreva não vou conseguir exprimir o que realmente senti neste encontro.
Como é habitual o encontro teve inicio na sexta-feira após a chegada do comboio. É certo que cada vez mais os jovens recorrem a transporte próprio para chegar à Beirã (eu próprio também) mas o Regional das 21h é ainda o meio mais utilizado, a altura em que chegam juntos a maior parte dos participantes. A Estação “Marvão-Beirã” serviu também como primeira estação para a Via-Sacra que percorreu as ruas da Beirã, terminando também, como manda a tradição, na Igreja da Beirã. Presente esteve, como já vem sendo hábito, o Pe. Luís que muito nos tem apoiado quer simplesmente com a sua simpática presença, quer presidindo à Eucaristia ou Celebração Mariana, etc. Este ano o Acantonamento contou até com uma novidade… uma Celebração Penitencial onde os jovens se puderam reconciliar (ao Pe. Luís um muito obrigado pela disponibilidade que nos colocou).
Este ano as novidades não se ficaram por aqui porque tivemos a presença do Pe. Álvaro que, estando na zona em visitas, aproveitou para nos fazer uma visita almoçando connosco e ficando um pouco para ajudar na Celebração Penitencial. Celebração essa que esteve a cargo do Zeca, de Anadia, que nos preparou algo simples, um momento propicio a reflexão antes da Reconciliação, a que aderiram muitos jovens.
Após algum tempo livre, com o lanche pelo meio, o ensaio para a Eucaristia do dia seguinte e depois, pelas 21h30, a Oração com a Comunidade. Mais uma vez, e como já vem sendo hábito, a oração foi (muito bem) preparada pelo Zeca. Constituida por 3 momentos relativamente distintos contou com a participação da Comunidade. No regresso ao Penedo da Rainha tivemos direito a uma ceia e depois duma breve oração da noite foi hora de descansar. Os mais atentos poderão ter notado que não me referi ao jantar neste dia de Sábado. Pois é… acontece que, tal como manda a tradição, o Sábado foi dia de Penitencia e tivemos apenas “direito” ao lanche e à ceia… o jantarzinho fica para o dia seguinte =P
O Ensaio do dia anterior tinha que ser posto à prova e como tal lá fomos todos à Eucaristia cantar (e quem sabe encantar) a comunidade. O restante tempo foi dividido entre tempos livres, tema e encher a barriga, sendo que o final do dia foi dedicado à apresentação de alguns centros locais (com o reaparecimento do Malamen, o Lambe T aka Nossa Senhora de Paialvo). No final da noite uma oração preparada pelo Ricardo Ferreira, bem bonita por sinal.
Entretanto amanhece o derradeiro dia (completo) com sol e calor, o tipico alentejano, tão tipico como o ultimo dia de Acantonamento onde podemos sempre contar com o Terço com a comunidade e os Testemunhos.
Este ano, mais uma vez, alguns jovens se consagraram a Maria no final duma celebração presidida pelo Cónego Tárcisio Alves, no final do Terço. Depois de algumas lágrimas (especialmente dos consagrados), baba e ranho (blhec) voltámos todos para uma longa noite de Testemunhos. Primeiro sentados, no final deitados, alguns roncos pelo meio, muita risada (curiosamente os risos ocorriam nos segundos após os roncos… =) e noite dentro as personagens deste XII Acantonamento foram desfilando pelõ banco das emoções. Ao raiar do dia alguns corajos, apesar do frio, cumpriram outra tradição assistindo do miradouro da Beirã ao “nascer do pôr do sol”, sendo que a maioria dos jovens ficou mesmo foi a dormir em casa.
Chegados ao ultimo dia há uma casa inteira para limpar, moveis para arrumar, recolocar no sitio, deixar tudo direitinho para que os donos do Penedo da Rainha sejam simpáticos e para o ano que vêm tenhamos novamente um lugar garantido na Beirã.
Garantido estará sempre um lugar no nosso coração à Beirã e às suas gentes.